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GERENCIAR SAÚDE
Como equilibrar custo e qualidade de vida.

O atual modelo de gestão do mercado de saúde suplementar, que privilegia a administração de doenças, foi duramente criticado durante a 3ª Edição do Evento: Saúde Suplementar, promovido pelo IQPC - International Quality & Productivity Center, realizado de 27 a 29 de março, no Staybridge Suítes São Paulo, na capital paulista, com a presença de 40 convidados.

No Workshop promovido pela Athon Group Health Solutions sob o tema: Gerenciamento de Saúde: Crítica sobre os Modelos Atuais e Inovações à Vista, os diretores desta empresa mostraram os benefícios e resultados da implantação de ferramentas de gestão de saúde em sua carteira de clientes, e lançaram mais um novo produto: o MOTIVA.




GESTÃO ATIVA

O Dr. Ricardo Ramos, Diretor da Athon, fez uma retrospectiva sobre as mudanças dos modelos de gestão, mostrando que, a partir de 2002, o mercado deu os primeiros sinais de uma nova era administrativa. "Passamos pelo gerenciamento de grupos e, a partir de 2005, iniciamos a implantação da nova cultura de gerenciamento de saúde que prioriza: assistência integral, diagnóstico precoce, qualidade de vida e melhorias de trabalho", ressaltou Ramos.

Para respaldar sua apresentação, ele abordou sobre a importância dos quatro "R" (Risco, Receita, Rede e Resultado), estimulando os participantes a analisarem o gerenciamento de sua rede. Destacou que, no passado, os custos eram pautados em um modelo passivo (pagador de contas auditadas X glosadas), afirmando que, hoje, o ideal é outro modelo: ativo/gestor (gerir e capacitar à rede credenciada).

Sr. José Silvio Xavier, diretor-presidente da Sabesprev (Fundação Sabesp de Seguridade Social) convidado da Athon Group, discorreu sobre as relações inter-agentes na saúde suplementar, apontando sobre a assimetria das informações e destacando que o vendedor de planos de saúde e o comprador têm informações desiguais sobre o produto, além de criticar os contratos que, segundo ele, são sempre incompletos.

"Atualmente, não existem critérios de reajuste, há instabilidade de regras. O atual modelo de reajuste das mensalidades tem como fator de risco apenas a faixa etária dos beneficiários. Não se pode precificar apenas com ela. Cada um paga um risco para saúde, trata-se da imprevisibilidade", afirma Xavier.

Dr. Marcos Fumio Koyama, Gerente de Sinistros do Unibanco-AIG, outro convidado da Athon Group ressaltou a importância de saber como a rede prestadora ajuda a operadora a ter qualidade e custo compatíveis. Koyama também abordou sobre a avaliação de custos com amenidades e assistência médica, enfatizando a importância da transparência entre consumidor e a rede prestadora.

PREVISÃO DE RISCO E RESULTADOS

Dr. Fernando Fernandes, outro diretor da Athon Group, comentou sobre a importância de estratificar a população das carteiras das operadoras e conhecer o comportamento de pacientes crônicos e de risco, a fim de controlá-los por meio de programas específicos. Ele destacou que, com estas ações, é possível equilibrar os custos e oferecer um plano que administre a saúde dos beneficiários.

Fernandes citou, ainda, o exemplo da carteira de clientes da Athon Group que já assistiu mais de mil pacientes em gerenciamento de crônicos por uma equipe multiprofissional em domicílio na maioria dos estados brasileiros.

Destes pacientes 630 já estão sob os cuidados da ATHON há 9 meses e apresentaram uma redução de custos de 51%. Já os 320 pacientes não assistidos pelo programa de Gerenciamento de Condições Crônicos obtiveram uma redução casual nos custos de 19%. "Ou seja, uma diferença real de redução próxima de 32% do programa no período", afirma Fernandes.

QUALIDADE DE VIDA

Na ocasião, Dr. Fernando Fernandes apresentou uma pesquisa que mediu a qualidade de vida, baseada por 26 perguntas dos seguintes indicadores: físico (dor, energia, sono, etc) psicológico (sentimento, pensamento, auto-estima, imagem, etc), relacionamento social (relações pessoais, apoio social, atividade sexual, suporte etc) e meio ambiente (ambiente físico, segurança, recursos financeiros, etc). A mostra apontou também que 69% das pessoas estavam satisfeitas com suas relações sociais. Após seis meses de programa, esse número cresceu para 81%. A melhora foi sentida também no aspecto saúde física, que cresceu de 44% para 81%.

Outra mostra apontada por Fernandes foi a pesquisa de satisfação daqueles que integram o Programa de Gerenciamento de Condições Crônicas. 94% dos entrevistados gostaram do médico e/ou do enfermeiro que o atenderam; 89% sentem-se seguros sobre como controlar sua doença; 74% dos entrevistados tomam seus medicamentos da forma recomendada. O restante destacou que não aderiu ao programa por outros motivos: falta de condições financeiras (16%), esquecimento (4%) e resistência ao tratamento (6%).

PROGRAMA MOTIVA

Durante o evento, Fernandes lançou o Programa MOTIVA, com objetivo de apoiar os pacientes que necessitam de mudanças no estilo de vida em função dos fatores de risco. Os indivíduos que entram neste programa são eleitos conforme seu risco em saúde e recebem suporte ao longo do seu tratamento, por métodos de estímulo, motivação, apoio e educação.

O objetivo do MOTIVA é educar, manter a carteira saudável e evitar custos futuros, por meio de um programa integrado de saúde, focado na prevenção e assistência de qualidade do beneficiário. Além disso, com a adesão ao programa, ocorrerá a diminuição nos gastos desta carteira com saúde (sinistro).


Com este programa, é possível diagnosticar o risco de saúde da população de uma carteira, e promover ações preventivas e assistenciais que mantenham as pessoas saudáveis e os custos controlados.