INTRODUÇÃO
As condições crônicas não transmissíveis são responsáveis pela maior parte dos gastos mundiais com saúde e a previsão é que esta representatividade suba em pelo menos 15% nos próximos anos, já que a população mundial tem envelhecido e novas tecnologias em saúde têm colaborado no diagnóstico e tratamento precoce de doenças que antigamente eram de baixa sobrevida.
Qualquer seguradora, por princípio do seu negócio, tem a obrigação de gerir sua carteira da forma mais previsível possível, ou seja, administrando o seu risco de gerar sinistros.
Na área da saúde, não é diferente. A Athon Group foi contratada por uma seguradora de abrangência nacional para realizar o gerenciamento de pacientes portadores de doenças e condições crônicas em boa parte do território nacional com o objetivo de controlar o risco em saúde da população de maior risco clínico-financeiro de sua carteira.
Figura 1. Modelo utilizado pela Athon Group para Estratificação de Beneficiários em Grupos de Risco
OBJETIVO
Avaliar o impacto do gerenciamento de pacientes portadores de doenças e condições cônicas no perfil do risco clínico-financeiro dos indivíduos submetidos ao programa.
METODOLOGIA
A partir de um software próprio da Athon Group, foi realizada uma estratificação dos quase 110.000 segurados da carteira da seguradora em abril de 2.006 para estratificação individual de cada segurado sobre o seu risco clínico-financeiro.
Para inclusão no programa de gerenciamento de crônicos, foram eleitos aqueles indivíduos de maior risco.
O acompanhamento desta população foi feito pela Athon Group e envolveu diversos profissionais da saúde, a saber: médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e fisioterapeutas. Cada paciente recebeu em média 1,3 consultas domiciliares por mês, além de ligações ativas regulares da central de atendimento da Athon Group e da disponibilização de uma central 24 horas por dia para todos os indivíduos, que incluía atendimento de urgência domiciliar, quando necessário.
A área de abrangência do programa incluiu Baixada Santista, Grande São Paulo, Campinas e região, Natal, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.
Toda a atenção das equipes estava voltada para a seguinte meta:
- Maior controle clínico dos pacientes;
- Promover educação em saúde para o paciente e seus familiares;
- Promoção do autocuidado do paciente, como ou sem auxílio de terceiros.
Ao longo de 7 meses de acompanhamento foram incluídos 120 pacientes no programa e todos os casos foram discutidos mensalmente pela equipe técnica da Athon Group e ajustes nos protocolos de atendimento eram promovidos de forma dinâmica a garantir a melhor assistência possível para cada cliente.
Após o período de acompanhamento, uma nova estratificação do risco clínico-financeiro da população foi promovida obedecendo-se exatamente aos mesmos critérios da primeira oportunidade, garantindo a comparação evolutiva da amostragem.
RESULTADOS
Com a nova estratificação do risco clínico-financeiro da carteira, obedecendo-se aos mesmos critérios que foram utilizados na primeira análise, notamos clara mitigação do risco medido.
Dos 120 indivíduos que inicialmente foram classificados como sendo de maior risco da carteira, apenas 30 deles continuaram classificados no mesmo risco após o início do programa.
Figura 2. Evolução dos 120 Pacientes após 7 meses no Programa de Gerenciamento de Condições Crônicas
A figura 2 mostra que a população acompanhada durante 7 meses pelo programa de gerenciamento multiprofissional de doenças e condições crônicas da Athon Group, apenas 25% permaneceu com comportamento de muito alto risco, enquanto que 75% deles tiveram seu risco diminuído ao longo do programa.
CONCLUSÃO
A população de maior risco da seguradora estudada neste trabalho aparentemente sofreu forte influência do programa de gerenciamento de doenças e condições crônicas promovido pela Athon Group.
Esta conclusão está respaldada no fato de que 75% da população exposta ao programa ter reduzido o seu risco clínico-financeiro.
Será necessário promover a manutenção deste estudo por maior período e com amostragens cada vez mais significativas para elucidação das relações de causa-efeito entre as partes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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2. PORTER, M.E. TEISBERG, E.O. Repensando a Saúde. Estratégias para melhorar a qualidade e reduzir custos. São Paulo. Ed. Bookman, 2007
3. OLIVEIRA, A. Mediação: Métodos de Resolução de Controvérsias. São Paulo: LTr, 1999. P.17-231.
4. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Preventing chronic diseases: a vital investment. WHO Library Cataloguing-in-Publication Data, 2005. Disponível em: http://www.who.int/chp/chronic_disease_report/full_report.pdf. Acesso em 31 de Agosto de 2007.
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