
PROGRAMAS DE PREVENÇÃO TERCIÁRIA PROMOVEM QUALIDADE DE VIDA AOS PACIENTES CRÔNICOS, UMA DAS SAÍDAS PARA REDUZIR CUSTOS COM A SAÚDE
Diabéticos, Cardiopatas, Depressivos e Pneumopatas podem viver com mais com qualidade
Encontrar a fórmula correta para reduzir custos no tratamento oferecido aos pacientes crônicos (diabéticos, cardíacos, pneumopatas,depressivos, etc) sem colocar em risco a qualidade da assistência médica oferecida aos beneficiários das operadoras de saúde brasileiras (seguradoras, medicinas de grupo, autogestões e cooperativas médicas), trata-se de um grande desafio para a saúde suplementar.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) atualmente 45% dos recursos disponibilizados na Saúde no mundo são voltados para o tratamento das condições crônicas não transmissíveis. Em 2020, ele chegará a 70% da população. Esse cenário preocupa as empresas que atuam na saúde no País, principalmente porque o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) projeta crescimento da população de 60 anos. Nessa curva de envelhecimento da população estão inseridos os pacientes portadores de doenças crônicas.
Como reverter essa situação?
"É preciso adotar ações de prevenção terciária nos âmbitos públicos e privados. Mesmo quando a doença já está instalada, é preciso dedicar atenção especial e personalizada para que não surjam complicações, garantindo mais tranqüilidade e qualidade de vida. É nesta modalidade de prevenção que está a maior possibilidade de minimizar os custos. Se as operadoras não adotarem mudanças em suas gestões urgente, a crise no sistema de saúde suplementar continuará e só quem tiver flexibilidade na gestão poderá se salvar. Além da questão financeira a mudança de procedimentos mostra que a operadora está preocupada em fazer planos de saúde e não planos para administrar doentes", afirma Dr. Fernando Fernandes, médico e sócio-diretor da Athon Group Health Solutions.
Segundo ele, não há um modelo ideal a ser seguido para implantar ações de prevenção terciária. Elas devem ser sugeridas para as operadoras de saúde de acordo com os parâmetros epidemiológicos da população identificada entre os beneficiários e planejá-las conforme suas características regionais.
Não existe uma regra de atuação para prevenção terciária, mas a Athon adota possibilidades de ações integradas para atender os pacientes portadores de doenças crônicas. São elas: Acompanhamento assistencial multiprofissional personalizado; aconselhamento de saúde; orientação médica telefônica conjugada a outras ferramentas de gestão de crônicos, obtendo assim resultados sinérgicos e expressivos; Implantação de programas de conscientização para que pacientes e familiares conscientes da doença promovam o auto-cuidado. Essas são algumas ferramentas que ajudam a melhorar os resultados.
A Athon Group já analisou mais de 350 mil vidas (resultados de diversas carteiras) e detectou que das carteiras estudadas, de 2 a 7% são de pacientes crônicos. A companhia assiste, aproximadamente, 400 pacientes em gerenciamento de crônicos e cuidará de 1.000, a partir dos próximos 2 meses, em 4 estados diferentes (Natal, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro) em suas residências.
A empresa entende que a redução de custos da população de crônicos e o sucesso de um programa de gerenciamento é a melhor forma de minimizar os gastos com a saúde, promovendo a qualidade de vida.
Empresas que investem em prevenção terciária
“Diante da escalada dos custos com a saúde e do envelhecimento da população investir em prevenção terciária foi uma das estratégias das quais a Sabesprev lançou mão para minimizar este problema. Algumas empresas optam em limitar os benefícios e restringir o acesso das pessoas aos serviços de saúde. Nossa opção pela prevenção terciária considera que disponibilizando uma assistência focada em ações dirigidas ao controle de determinadas patologias, os doentes melhoram e com isso reduzem sua necessidade de uso de pronto-socorro, internações e exames. A Sabesprev dispõe dos programas de prevenção terciária como o fornecimento de oxigênio e aparelhos de ventilação artificial para apnéia do sono (respiradores), além de gerenciamento médico de doentes crônicos domiciliar, internações domiciliares e fisioterapia domiciliar.“, afirma Iolanda Ramos, Diretora de Saúde da Sabesprev.
“Tornou-se mister buscarmos mecanismos e processos efetivos para detectarmos clientes portadores de patologias crônicas que já se tornam um cliente de alto custo assistencial ou aqueles por diversos fatores relevantes podem potencialmente desenvolver ou tornar esse tipo de paciente possam estar bem assistidos e conscientizados sobre o que e como fazer para manter sua doença sob controle. Para isso, no Hospital criamos um grupo multidisciplinar de acompanhamentos a pacientes com diabetes (controle de glicemia para evitar o aparecimento de complicações) e obesidade mórbida que acreditam na gastroplastia como solução imediata sem se conscientizarem da mudança no comportamento em relação ao hábito alimentar, das implicações sociais e da evolução pós-operatória cujo o resultado é muito dependente da disciplina e do comprometimento do paciente.”, afirma Marjorie Tamaki Mori, do Hospital e Maternidade Ipiranga e o Sistema Ipiranga de Assistência Médica.

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